06 maio 2026

Comemorações dos 52 anos do 25 de Abril: quando a História ganha voz

 No passado dia 24 de abril de 2026, sexta-feira, o auditório da escola encheu-se de memórias, emoções e aprendizagens, numa atividade dinamizada pelo grupo disciplinar de História, integrada nas comemorações dos 52 anos do 25 de Abril.

A sessão contou com a presença muito especial das professoras reformadas Isabel Garção e Adelaide Sousa, que proporcionaram aos alunos um testemunho autêntico e vivido sobre a Revolução dos Cravos. Isabel Garção, então ainda estudante em 1974, e Adelaide Sousa, já professora na época, partilharam as suas experiências pessoais do dia 25 de Abril, bem como reflexões sobre o que era viver antes da Revolução — um tempo marcado por limitações à liberdade, censura e ausência de direitos fundamentais. A professora Isabel enriqueceu ainda a sua intervenção com a apresentação de capas de jornais e revistas da época, assim como outros documentos históricos, que despertaram grande interesse entre os alunos.
O momento foi igualmente marcado pela participação do professor de Português, José Cordeiro, que leu um poema e partilhou o seu testemunho pessoal sobre a vida antes e durante o 25 de Abril, num registo emotivo e envolvente. Acompanhou-o Joaquim Silva, um aluno da Universidade Sénior, que relatou a sua experiência na Guerra Colonial, em Moçambique, partilhando fotografias e diversos documentos da época, proporcionando um olhar real e impactante sobre este período da História.
Também José Teixeira trouxe o seu testemunho, recordando a sua vivência na Guerra Colonial. Num dos momentos mais tocantes da sessão, partilhou cartas de amor trocadas com a sua namorada da altura — hoje sua esposa —, revelando o lado mais humano de um tempo marcado pela distância, pela incerteza e pela saudade.
A componente cultural teve também lugar de destaque. O professor Bruno Carvalho leu um poema da autoria do professor José Cordeiro, ao qual se juntaram dois alunos do 6.º ano, Sofia Pereira e Tiago Carvalho, que leram poemas alusivos à temática, demonstrando sensibilidade e envolvimento.
De salientar ainda a participação dos alunos do curso profissional de Turismo, que colaboraram na organização e dinamização da atividade, evidenciando sentido de responsabilidade e competências práticas.
A atividade contou com a presença de várias turmas do 6.º, 9.º e 12.º anos, bem como do ensino profissional, que assistiram de forma exemplar, com atenção, respeito e interesse, contribuindo para o sucesso da iniciativa.
Paralelamente, no exterior do auditório, esteve patente uma exposição de trabalhos realizados por alunos do 7.ºA e F e 8.ºB, G, H e I, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, bem como pela turma do 10.º I, que elaborou diversos cartazes no contexto de uma articulação entre Área de Integração e História e Cultura das Artes,  inseridos no trabalho de Cidadania e Desenvolvimento subordinado ao tema “Democracia e Instituições políticas”. Estiveram ainda expostos trabalhos dos alunos do 12.º ano, desenvolvidos na disciplina de História A, centrados na Guerra Colonial, com base em testemunhos recolhidos pelos próprios alunos no seio da sua História familiar.
Esta mostra constituiu um importante complemento à atividade, evidenciando o empenho e a criatividade dos alunos na abordagem aos valores de Abril.
Destaca-se ainda a exposição patente na biblioteca escolar, composta por cartazes alusivos às comemorações do 25 de Abril. Estes trabalhos, realizados pelos alunos, deram cor e significado a este espaço, reforçando a importância da liberdade, da democracia e da participação cívica, e convidando toda a comunidade educativa a refletir sobre o legado de Abril.
Mais do que uma simples evocação histórica, esta iniciativa permitiu aproximar gerações, dar voz a quem viveu os acontecimentos e reforçar, junto dos mais jovens, a importância da liberdade, da democracia e da memória coletiva.



Envio de Bruno Carvalho

24 de abril – O Turismo nos 52 anos da Revolução: na Escola e na Autarquia

 

24 de abril – O Turismo nos 52 anos da Revolução: na Escola e na Autarquia

 

Na manhã do dia 24 de abril de 2026, a turma 10I1 de Turismo marcou a sua presença nas comemorações dos 52 anos de Revolução. Os trabalhos desenvolvidos no âmbito da Cidadania e Desenvolvimento (Democracia e Instituições Políticas) começaram a ser realizados umas semanas antes nas aulas de AI e HCA, com orientação das docentes Ana Sousa e Carla Pereira. Os cartazes foram expostos no “corredor da fama” e refletiram a diversidade cultural da turma.

A base do trabalho passou pela análise da música “Liberdade” de Sérgio Godinho. No auditório, a turma declamou os versos da música mostrando a palavra de ordem. Os militares de serviço, Francisca Costa e Casey Rivas, estiveram a apoiar todo o evento vestindo com orgulho o fato camuflado.

No fim do dia foi a vez das alunas Francisca Costa e Beatriz Nobre acompanharem os colegas à Assembleia Municipal da Maia. O convite foi lançado pelo docente David Neves. Uma das nossas alunas secretariou com empenho a mesa e a outra falou das questões culturais e artísticas que necessitam de melhoria na vila de Águas Santas. A sessão foi subordinada ao tema da Literacia Financeira: a Câmara assumiu alargar o projeto a todas as turmas do ensino secundário pertencentes ao concelho. Foi uma experiência muito enriquecedora e proveitosa.

 

 



 


 


28 abril 2026

Exposição sobre a guerra colonial portuguesa

 


                                    


A  exposição,  apresentada no âmbito das comemorações do 25 de Abril, foi o resultado da pesquisa feita pelos alunos do 12º F e G, no âmbito da disciplina de História A. Integrou-se no estudo da ditadura do  Estado Novo ( 1933-1974), abordando  o impacto da   guerra colonial que se arrastou por 13 anos (1961-1974) e em três frentes: Angola, Guiné e Moçambique.

Os alunos falaram com soldados que foram mobilizados para a mais longa guerra colonial da História e que são desconhecidos do grande público - os seus avós que, generosamente, partilharam memórias valiosas, autênticos testemunhos e retratos de como se viveu e sobreviveu a esta guerra que acabou por fragilizar o regime.

De forma carinhosa, a exposição intitula-se  “ Rostos  da Guerra Colonial : Os Nossos Avós ”.

                                                                                             Eva Freitas


17 abril 2026

Experiência imersiva sobre a Roma Antiga

 

Na tarde de 16 de abril, o Professor Universitário Pedro Cura, patrocinado pela Leya Editora, esteve na nossa escola para apresentar uma sessão imersiva e envolvente sobre a Roma Antiga. Os 120 alunos do sétimo ano tiveram a oportunidade de consolidar conhecimentos sobre a economia, o modo de vida, a organização administrativa, a cultura e a gastronomia de Roma. Foi uma experiência sensorial que permitiu aos alunos cheirar especiarias e condimentos como o garum, o açafrão, os cominhos e a curcuma. Além disso, cortaram aipo com uma cana e manusearam calcário preto e moedas da época. A sessão incluiu ainda uma degustação de frutas frescas (uvas, peras, maçãs e morangos) e secas (alperces, figos e tâmaras). Todos puderam explorar uma banca exuberante e atrativa, resultando numa experiência memorável!

 (texto e foto de Carla Pereira)

 

30 março 2026

2.º "Encontro com a História”

Quando o passado invadiu (com estilo!) o auditório de Águas Santas


    No passado dia 26 de março, o auditório da Escola Básica e Secundária de Águas Santas transformou-se numa verdadeira máquina do tempo — sem botões complicados nem efeitos especiais de Hollywood, mas com algo muito mais poderoso: histórias, conhecimento e boa disposição.
O “2.º Encontro com a História”, promovido pelo grupo disciplinar de História, trouxe à escola um conjunto de convidados que provaram que o passado está tudo menos “morto”… aliás, está bem vivo — e recomenda-se!

A manhã arrancou com chave de ouro (ou melhor, com pedra… romana, talvez!) com a presença da professora Isabel Garção, figura bem conhecida da casa, que regressou para mostrar que quem ensina História nunca deixa verdadeiramente a escola. A acompanhá-la esteve o historiador e arqueólogo Joel Cleto, que, como já é hábito, conseguiu fazer com que todos olhassem para Águas Santas como se fosse o centro do mundo (e quem sabe, até já foi!). O tema? O património local de Águas Santas — esse tesouro que muitos passam todos os dias sem notar, mas que, afinal, daria pano para mangas… e para várias aulas!
Durante a tarde, o cenário mudou, mas a animação manteve-se. Os alunos do ensino básico mergulharam na História da Maia através de uma abordagem menos tradicional e muito mais divertida: um jogo da glória histórico dinamizado pela Dra. Sara Lobão. Sim, aprender História a jogar — quem diria que era possível avançar casas sem copiar no teste? 
Seguiu-se uma viagem ao mundo da Arqueologia e do Restauro, com as arqueólogas Patrícia Miranda e Beatriz Resende, e a restauradora Sara Rodrigues. Entre escavações imaginárias e histórias de objetos que “ganham nova vida”, ficou claro que há profissões onde sujar as mãos é, na verdade, sinal de grande conhecimento.
O evento contou ainda com a presença dos professores de História, vários docentes acompanhantes (heróis discretos destas iniciativas), antigos professores, o presidente da Junta de Freguesia de Águas Santas e o diretor da escola, Óscar Brandão, que deu início às sessões da manhã e da tarde. 
Falar da vila é falar do românico (mosteiro de Águas Santas) cuja exposição foi colocada à porta do auditório e tão bem abrilhantou os presentes. 
No final, ficou a certeza de que a História não é apenas sobre datas e nomes difíceis de decorar — é sobre identidade, memória e, acima de tudo, sobre percebermos melhor o lugar onde vivemos.
E se alguém ainda acha que História é uma “seca”… claramente não esteve neste encontro!

                                                                                                                              envio de Carla Pereira


13 março 2026

"Raízes com História"

  

Projeto “Raízes da História” destaca grandes personalidades que marcaram a História


No passado mês de janeiro, os professores de História Bruno Carvalho e Carla Pereira deram início a um projeto educativo na escola intitulado “Raízes da História”. Esta iniciativa pretende homenagear, mensalmente, uma personalidade histórica que tenha deixado uma marca relevante na sociedade e na luta por valores como a liberdade, a justiça e os direitos humanos.
Para dar vida ao projeto, foi colocada junto à sala dos professores uma árvore simbólica. Nessa árvore são pendurados trabalhos realizados pelos alunos sobre a personalidade escolhida em cada mês. Além disso, num placard próximo, são expostos textos, imagens e pesquisas que aprofundam o conhecimento sobre a figura histórica em destaque. A árvore simboliza as raízes do passado que continuam a influenciar o presente e a ajudar a construir o futuro.
Desde o início do projeto, já foram homenageadas três personalidades marcantes da História. No mês de janeiro, os alunos trabalharam a figura de Mahatma Gandhi, líder indiano conhecido pela sua luta pela independência da Índia através da resistência pacífica e da desobediência civil. Em fevereiro, a personalidade escolhida foi Malala Yousafzai, jovem ativista paquistanesa e vencedora do Prémio Nobel da Paz, reconhecida mundialmente pela defesa do direito das meninas à educação.
No mês de março, o destaque vai para Martin Luther King Jr., uma das figuras mais importantes da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Martin Luther King destacou-se pela defesa da igualdade racial e pela luta contra a discriminação através de métodos pacíficos, inspirados na filosofia de não-violência de Gandhi.
A sua liderança no movimento pelos direitos civis contribuiu para importantes mudanças na sociedade norte-americana, nomeadamente na aprovação de leis que combateram a segregação racial. O seu famoso discurso “I Have a Dream” tornou-se um símbolo mundial da esperança numa sociedade mais justa, onde todas as pessoas sejam tratadas com igualdade, independentemente da cor da pele.
Com o projeto “Raízes da História”, os professores Bruno Carvalho e Carla Pereira pretendem incentivar os alunos a conhecer melhor figuras que marcaram o curso da História e a refletir sobre valores fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e consciente. A participação dos alunos, através da realização de trabalhos e pesquisas, torna o estudo da História mais dinâmico, estimulando a curiosidade e o pensamento crítico.
A iniciativa tem vindo a despertar interesse na comunidade escolar e promete continuar a crescer ao longo do ano letivo, com novas personalidades históricas a serem descobertas e homenageadas pelos alunos.
envio de Bruno Carvalho

02 fevereiro 2026

“Raízes da História”

 Um projeto que faz florescer a memória

Os professores Bruno Carvalho e Carla Pereira deram início ao projeto “Raízes da História”, uma iniciativa que convida a comunidade escolar a olhar para o passado com respeito, sensibilidade e sentido de gratidão. Este projeto pretende homenagear, mensalmente, personalidades da História que se destacaram pelo seu legado e que deixaram uma marca profunda na humanidade.

No coração da escola, junto à sala dos professores, nasceu uma árvore simbólica que passa agora a ganhar vida todos os meses. Nela são penduradas frases e imagens criadas pelos alunos, inspiradas na personalidade homenageada. No quadro atrás da árvore é colocada uma biografia, também elaborada pelos alunos, permitindo que o conhecimento histórico se una à criatividade, à reflexão e à emoção. Cada homenagem transforma-se assim num gesto coletivo, bonito e significativo, que faz da memória um ato vivo.

O mês de janeiro foi dedicado a Mahatma Gandhi, assinalando a data da sua morte, a 30 de janeiro de 1948. Símbolo da paz, da resistência não violenta e da luta pela dignidade humana, Gandhi foi recordado através das palavras e dos olhares dos alunos, que lhe deram novas raízes neste espaço comum da escola. 

Com este primeiro momento, o projeto “Raízes da História” mostrou que recordar é também aprender, sentir e continuar a fazer florescer os valores que moldam o nosso presente e o nosso futuro.




                                                                    Texto e fotos de Bruno Carvalho e Carla Pereira