Quando o passado invadiu (com estilo!) o auditório de Águas Santas
No passado dia 26 de março, o auditório da Escola Básica e Secundária de Águas Santas transformou-se numa verdadeira máquina do tempo — sem botões complicados nem efeitos especiais de Hollywood, mas com algo muito mais poderoso: histórias, conhecimento e boa disposição.
O “2.º Encontro com a História”, promovido pelo grupo disciplinar de História, trouxe à escola um conjunto de convidados que provaram que o passado está tudo menos “morto”… aliás, está bem vivo — e recomenda-se!
A manhã arrancou com chave de ouro (ou melhor, com pedra… romana, talvez!) com a presença da professora Isabel Garção, figura bem conhecida da casa, que regressou para mostrar que quem ensina História nunca deixa verdadeiramente a escola. A acompanhá-la esteve o historiador e arqueólogo Joel Cleto, que, como já é hábito, conseguiu fazer com que todos olhassem para Águas Santas como se fosse o centro do mundo (e quem sabe, até já foi!). O tema? O património local de Águas Santas — esse tesouro que muitos passam todos os dias sem notar, mas que, afinal, daria pano para mangas… e para várias aulas!
Durante a tarde, o cenário mudou, mas a animação manteve-se. Os alunos do ensino básico mergulharam na História da Maia através de uma abordagem menos tradicional e muito mais divertida: um jogo da glória histórico dinamizado pela Dra. Sara Lobão. Sim, aprender História a jogar — quem diria que era possível avançar casas sem copiar no teste?
Seguiu-se uma viagem ao mundo da Arqueologia e do Restauro, com as arqueólogas Patrícia Miranda e Beatriz Resende, e a restauradora Sara Rodrigues. Entre escavações imaginárias e histórias de objetos que “ganham nova vida”, ficou claro que há profissões onde sujar as mãos é, na verdade, sinal de grande conhecimento.
O evento contou ainda com a presença dos professores de História, vários docentes acompanhantes (heróis discretos destas iniciativas), antigos professores, o presidente da Junta de Freguesia de Águas Santas e o diretor da escola, Óscar Brandão, que deu início às sessões da manhã e da tarde.
Falar da vila é falar do românico (mosteiro de Águas Santas) cuja exposição foi colocada à porta do auditório e tão bem abrilhantou os presentes.
No final, ficou a certeza de que a História não é apenas sobre datas e nomes difíceis de decorar — é sobre identidade, memória e, acima de tudo, sobre percebermos melhor o lugar onde vivemos.
E se alguém ainda acha que História é uma “seca”… claramente não esteve neste encontro!
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